segunda-feira, 29 de março de 2010

Royalties: Rio já se prepara para ir à Justiça

Estado estuda mover ação contra a perda dos royalties no STF

O governo do estado já prepara Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) para entrar contra a Emenda Ibsen Pinheiro no Supremo Tribunal Federal ( STF), caso seja aprovada pelo Senado e sancionada pelo presidente Lula.
A procuradora-geral do Estado, Lucia Lea Guimarães Tavares, tem trabalhado nos documentos para a elaboração da Adin. “Não tenho dúvida nenhuma do cabimento da Adin. Estamos juntando o máximo de subsídios para deixar tudo pronto caso saia a lei contra os direitos do estado. Assim teremos tempo para entrar com a ação no dia seguinte”, explicou, ressaltando que se o presidente Lula vetar não será preciso entrar com a ação.
Segundo Lucia Lea, a emenda Ibsen Pinheiro é inconstitucional porque fere o Artigo 20, parágrafo primeiro, da Constituição federal. O artigo diz que os estados produtores devem receber compensação pela exploração.
Amanhã termina o prazo para apresentação de emendas no Senado ao projeto do marco regulatório do pré-sal.
As quatro propostas tratam do regime de partilha, da criação do fundo social, da capitalização da Petrobras e da criação de uma nova estatal, a Petro-Sal. Embora os projetos tramitem simultaneamente nas diversas comissões, para cumprir o prazo de 45 dias previsto na urgência constitucional, a apresentação de emendas está centralizada na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).
Quando se encerrar o prazo,as emendas retornarão à Mesa do Senado, que as encaminhará às comissões. Entre alguns relatores já escolhidos, há a tendência de propor a realização de audiências públicas para instruir os projetos.

Fonte: Odia online

Olho por olho

Para evitar mudanças na distribuição dos royalties, a Prefeitura de Guapimirim partiu para a retaliação preventiva. Convenceu a Câmara Municipal a aprovar, na próxima terça, projeto que prevê a retirada dos dutos de petróleo instalados na cidade caso a emenda Ibsen Pinheiro seja mantida.
O projeto prevê também o fim da concessão de licenças ambientais para a instalação de novas tubulações da Petrobras. A cidade recebe cerca de R$ 26 milhões de royalties por ano: pela emenda, o total cairia para R$ 1,4 milhão.


Fonte: O Dia on line

Disputa dos royalties chega às salas de aula

Estudantes do Rio se mobilizam e entram na campanha contra a perda dos recursos do pré-sal


A covardia contra o Rio, que pode perder R$ 7,3 bilhões caso a Emenda Ibsen passe no Senado, mobiliza estudantes em busca de informações sobre os royalties. Os jovens estão dispostos a fiscalizar a aplicação dos recursos e liderar ações para impedir que os direitos do estado e de municípios produtores sejam “surrupiados”. Foi o que O DIA constatou na escola mais mobilizada em torno da polêmica partilha, com discussão chegando às salas de aula do Colégio Estadual Vicente Jannuzzi, na Barra da Tijuca.

Os integrantes do grêmio estudantil mobilizaram colegas para protestar contra a emenda. A iniciativa rendeu palestras e avisos nos diversos turnos. O grupo, formado por nove estudantes, juntou mais de 2 mil alunos e lotou três ônibus rumo à passeata de 17 de março, no Centro do Rio. A estudante Thais Gomes Sant’ Anna, 17 anos, lembrou que a dúvida mais comum era saber para onde vão os recursos dos royalties: “Primeiro, buscamos informações. Isso porque só sabíamos o que estava na televisão. O grupo resolveu pesquisar e percebeu que o impacto seria prejudicial para o estado, principalmente para a educação”.

Outro integrante do grêmio, Fabrício Marques, comentou que foram avisados da passeata pela Ubes (União Brasileira de Estudantes Secundaristas). Se reuniram e entraram em ação para mobilizar a escola. “O estado precisa investir em educação. Hoje, os professores têm 34% de defasagem salarial. Eles têm que receber salário digno. O professor bem remunerado é qualificado”, avalia Mateus Magnus Paape, 19.

Os jovens acompanham de perto a discussão do pré-sal e pedem que os royalties sejam destinados ao meio ambiente também. “Somente com o refino (do petróleo), o Brasil vai ser o terceiro país mais poluidor do mundo”, ressaltou Mateus. Para a estudante Dayne Vallim, 19, o problema de perder esse dinheiro é que o estado é dependente. “Em Campos, por exemplo, afetaria em cheio o saneamento”, comentou Dayne. Ela disse que o manifesto serviu para que os jovens se interessassem pelo assunto.

Fonte: Odia

UPPs usam esporte e arte para afastar o crime de vez

Em comunidades pacificadas, policiais militares organizam escolinhas, ensinam música e dão aulas de reforço, para acabar com a atração do tráfico sobre crianças e adolescentes


No mesmo lugar onde tantos já perderam a vida ao cruzar o caminho do tráfico, hoje crianças com pernas velozes perseguem apenas um alvo: a bola. No Campo do Cidinho, dentro da Cidade de Deus, em Jacarepaguá, a arena de execuções da quadrilha cedeu lugar à escolinha de futebol da Unidade de Polícia Pacificadora. Em outras UPPs, projetos como esse têm a mesma missão: garantir um futuro melhor aos jovens das favelas.

Desenvolvidos em cinco das seis UPPs já inauguradas, os projetos não se incluem no programa de pacificação da Secretaria de Segurança, que nessa semana iniciou a ocupação da Providência, no Centro, para criar a sétima UPP. São iniciativas dos PMs das unidades que sentiram necessidade de incluir ações sociais no seu trabalho.

Na Cidade de Deus, o sargento Orlando Muniz troca sua arma pelo apito duas vezes por semana. Ele dá aulas de futebol a 150 crianças e adolescentes. Nenhum foi atraído por traficantes que ainda agem ali, mas o PM diz que a situação seria outra sem o projeto, que faz um ano em abril.

“Tenho certeza de que pelo menos 80% desses jovens estariam servindo ao tráfico. Hoje, 75% dos alunos têm ou teve parente envolvido com marginais”, contabiliza o sargento.

Luís Felipe Rosário, 12 anos, perdeu o pai traficante em tiroteio na Cidade de Deus. “A polícia matou”, conta. Mas os olhos brilham ao revelar sonho comum na turma de atletas mirins: ser jogador de futebol. Na UPP do Pavão-Pavãozinho/Cantagalo, em Copacabana, o futebol também integrou PM e moradores. “Abrimos a escolinha dia 2 e já temos 70 alunos”, comemora o subcomandante da UPP, tenente Alexandre Souza.

O esporte também é a principal aposta da primeira UPP, a do Dona Marta, para manter os jovens no caminho do bem. Com 80 alunos de cinco a 17 anos, a escola de caratê do morro de Botafogo retoma as aulas no dia 17, quando o professor, o soldado e faixa preta Bruno Faria, terá encerrado um curso. “Estamos mudando a imagem da PM”, afirma o policial.

Em breve, a UPP Ladeira dos Tabajaras-Morro dos Cabritos, em Copacabana, aproveitará a tradição musical do lugar — a escola de samba Unidos de Vila Rica fica lá — para lançar seu primeiro projeto. “Temos policiais músicos que se ofereceram”, anuncia a comandante, capitã Rosana Alves.

Música muda imagem da polícia no Leme

Com seu talento musical, o soldado Fausto Oliveira quebrou a desconfiança inicial de moradores carentes diante de um projeto oferecido por quem sempre exibiu outra imagem em favelas: a do coturno derrubando portas. Há quatro meses, ele dá aulas de violão a 13 alunos no Chapéu-Mangueira, Leme. Na terça, o projeto chega à Babilônia, atendida pela mesma UPP. “Quem resiste será contaminado pelos alunos”.

A UPP do Jardim Batan, em Realengo, tem o maior número de ações. Além de natação, capoeira e taekwondo, aulas de reforço ajudam 60 jovens a melhorar o desempenho escolar. “Mães já disseram que os filhos só passaram de ano porque entraram no projeto”, afirma Cynthia Pessôa, uma das quatro moradoras voluntárias que dão aulas na sede da UPP.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Segundo o jornal O Dia desta segunda feira dia 15 de fevereiro de 2010 houve um erro no registro de voto do Deputado Federal Nelson Bornier PMDB-RJ que até então tinha votado a favor da emenda Ibsen Pinheiro e o fato que foi noticiado pela imprensa e considerado por nós fluminenses uma falta de consideração por parte do deputado para com seu Estado torna-se nulo, pois o erro foi corrigido e o voto do deputado fluminense foi computado como contra a emenda do deputado gaúcho Ibsen Pinheiro,portanto fica claro que o único deputado do nosso estado votar a favor deste absurdo foi o Deputado Federal Adilson Soares PR-RJ.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Royalties:Dois deputados do Rio votaram a favor da emenda Ibsen

Royalties:Dois deputados do Rio votaram a favor da emenda Ibsen

Dois deputados do Rio, Nelson Bornier (PMDB) e Adilson Soares (PR), votaram favoráveis à emenda Ibsen, que altera o critério de distribuição dos Royalties do Petróleo, tanto dos campos já explorados, como dos que ainda vão ser (o pré-sal).

Além disso, quatro outros deputados faltaram à votação. O deputado federal, Rodrigo Maia (DEM) estava na Alemanha, participando de evento da União Democrata Cristã. Marina Maggessi (PPS) disse ao jornal
O Dia ter passado mal ao constatar que o Rio levaria ‘lavada’ na votação: “Já sabia que seria uma grande sacanagem com o Rio. Meu médico recomendou ficar em casa”.

Os deputados Vinícius Carvalho e Senhorita Suely também faltaram.

Companheiros(as) é um absurdo ler e saber que existem parlamentares fluminenses que vão a Brasília não para defender o seu Estado mas para prejudicá-lo.É um absurdo!!!

Convocação para mobilização do Estado‏

Miguel Pereira, 12 de março de 2010

Companheiros,

Hoje o Rio de Janeiro amanheceu mais triste. Afinal, assim como aconteceu em momentos passados, novamente surgiram forças tentando prejudicar o nosso Estado, que tão grande importância tem para o Brasil.

Através da aprovação do Congresso, foi criada uma emenda que com novos critérios para distribuição dos royalties do petróleo, causando grande derrota para os Estados produtores de petróleo, já que as novas regras representam grande redução de arrecadação.

No caso do Rio de Janeiro, que é o maior produtor de petróleo do país, deixaremos de arrecadar anualmente 5 (cinco) bilhões de reais, prejudicando setores vitais do nosso Estado, como educação, saúde, segurança, comprometendo a curto e longo prazo, qualquer forma de investimento no Estado.

Ao longo de nossa história, temos sofrido com atitudes que apenas trazem prejuízo ao nosso Estado. Afinal, de um dia para o outro, deixamos de ser Capital da República, sem que tivéssemos recebido qualquer compensação por tal mudança. Também fomos vítimas de ações mal intencionadas, daqueles que durante anos utilizaram-se de má fé e de noticiários negativos, para exaltar a violência como principal forma de exposição do nosso Estado. Nos últimos tempos, também sofremos com o descaso de nossos governantes, que colocando seus egos e projetos pessoais à frente dos projetos do Estado, arranjaram “picuinhas” políticas que fizeram com que o governo Federal abandonasse nosso Estado.

Tais acontecimentos fizeram com que o povo fluminense tivesse não apenas consideráveis perdas financeiras, como também, a pior de todas as perdas, que foi a perda de sua auto-estima. Como se não bastasse, agora surge essa emenda, aprovada por aqueles que acham que podem fazer com o Estado do Rio de Janeiro aquilo bem entenderem.

Companheiros, é chegado o momento de mobilização e de demonstração da força do nosso povo. È chegado o momento do resgate da nossa auto-estima, e da exposição deste novo Rio de Janeiro, que agora se faz presente. Afinal, muitas foram as vitórias conquistadas nos últimos tempos. Derrotamos Chigago, Madrid e Tóquio, e tornamo-nos o centro das atenções do planeta , já que seremos a capital mundial do Esporte e Turismo, como sede das Olimpíadas de 2016. Hoje, com a presença das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), tem sido cada vez mais difícil para os maus intencionados falar de um Rio de Janeiro de violência, até porque os noticiários em relação ao nosso Estado, tem tido de enfatizar a grande quantidade de investimentos e obras que tem sido feitas em todo território fluminense, através da parceria entre o Governo do Estado e Governo Federal, como no caso das inaugurações do PAC, das UPAS, dos Pontos de Cultura, do Hospital da Mulher, do Complexo Petroquímico.

Sendo assim, é o momento de mostrarmos a todos a importância da população fluminense, uma população carismática, alegre, trabalhadora, e, principalmente uma população lutadora, que não aceitará, como o próprio governador falou, esta tentativa de linchamento do nosso Estado, e usurpação do nosso patrimônio.

Com isso, o presidente da JPMDB Marco Antônio Cabral, demonstrando mais uma vez o comprometimento da nossa juventude com os interesses do nosso Estado, convocou todos os companheiros da militância e todo o povo fluminense, para que no dia 17 de março de 2010 (quarta-feira), possamos fazer um grande ato em defesa dos royalties. Aproveito também a mesma oportunidade para convidar meus companheiros de luta, para que dentro da sua disponibilidade, também se mostrem engajados em tal movimento, que começará às 15:30, saindo da Candelária.

Desde já agradeço à atenção de todos! Vamos a luta!!

Prof. Marcos Magalhães

quinta-feira, 11 de março de 2010

CONVOCAÇÃO URGENTÍSSIMA AOS INTEGRANTES DO PMDB-RJ

URGENTE!!!!!!!!!! - CONVOCAÇÃO URGENTÍSSIMA AOS INTEGRANTES DO PMDB-RJ‏

Companheiros do PMDB,

No dia 11 de março de 2010 os Estados produtores de petróleo, dentre eles, o nosso Rio de Janeiro, sofreu uma grande derrota no Congresso Nacional a respeito dos royalties inerentes ao petróleo. É de suma importância que façamos algo para mudar essa situação, pois se nada for feito, perderemos e muito um patrimônio que sem dúvida algum “É NOSSO!”. Só para ilustrar o tamanho da perda, a arrecadação estadual cairá de aproximadamente R$ 5 BILHÕES DE REAIS, para ínfimos RS 100 MILHÕES DE REAIS, o que com certeza irá prejudicar e muito setores vitais de todo o nosso Estado, como, saúde, Educação, segurança, além de engessar toda e qualquer forma de investimento a curto e longo prazo no ESTADO DO RIO DE JANEIRO.

Por esse motivo o Governador Sérgio Cabral está convocando toda a população do Estado do RJ, em especial toda a militância do PMDB para que no dia 17 de Março de 2010, quarta – feira, às 15:30 hrs, faça um ato em defesa dos Royaltes do RJ. A concentração será na Candelária, e seguirá pela Av Rio Branco até a Cinelândia, onde ocorrerá o ato principal (17 hrs).

OBS: Todos deverão, se possível, comparecer com a blusa da JPMDB.

Não faltem! O futuro do Estado do RJ está em nossas mãos!

“Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer”.

Cabral Chora ao defender o Estado

O governador Sérgio Cabral proferiu, na manhã desta quinta-feira, a aula magna de abertura do ano acadêmico 2010 da PUC-RJ, no auditório Professor Del Castilho, no campus da universidade, situada na Rua Marquês de São Vicente 225, na Gávea. Cabral desenvolveu sua palestra para cerca de 150 estudantes de diferentes cursos da universidade, abordando o tema Rio de Janeiro no Século XXI - Perspectivas do Desenvolvimento Econômico e Social, em que apresentou um painel otimista da economia fluminense atual e para o futuro.

Mas, ao fim, depois de responder a algumas perguntas de alunos, alertou sobre uma ameaça que paira sobre essa mesma economia em crescimento, ao fazer um veemente pronunciamento contra a aprovação pela Câmara dos Deputados, ontem, em Brasília, da emenda Ibsen Pinheiro à proposta do governo federal para um marco regulatório da exploração petrolífera da camada de pré-sal. Pela emenda aprovada os royalties e participações especiais seriam distribuídos por todo o país de acordo com os critérios do Fundo de Particípações dos Estados (FPE). O governador demonstrou toda a sua indignação com a decisão dos deputados, a tal ponto que, emocionado, parou de falar e começou a chorar, sendo aplaudido de pé pelos presentes.

– Isto é a maior leviandade que a Câmara dos Deputados fez na sua história, desde a Proclamação da República. Não há nada mais irresponsável que tenha visto na minha vida. Nunca vi tanto desrespeito com o princípio federativo, ao direito de cada estado – revoltou-se Cabral.

O governador disse que acredita no veto do presidente Lula, como prometera, se a emenda for aprovada pelo Congresso – da Câmara ela vai agora para o Senado. Além disso, Cabral disse que a emenda é inconstitucional porque altera o critério de compensação de estados e municípios produtores de petróleo por danos ambientais, entre outras razões.

Mas, se ela for proclamada, seja pelo presidente, seja pelo Congresso, se a Casa derrubar o veto presidencial, o governador garante que ela será automaticamente anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) daqui a dois anos, quando acaba o prazo de carência dado pelo tribunal após derrubar o critério de distribuição de recursos federais para estados e municípios que regula o FPE.

– O Estado do Rio recebe da participação dos estados cerca de R$ 50 per capita/ano de recursos federais enquanto há outros estados, mais pobres, que chegam a ganhar R$ 500 per capita, como o Maranhão. Nunca reclamei, acho até justo, embora esse critério vá cair daqui a dois anos. Os que aprovaram esta emenda não se tocaram nisso – completou.

Segundo a emenda, o petróleo e gás extraído seria distribuído por todo o país, contrariando um acordo do governo federal com os estados e municípios produtores que perderiam receita de royalties e participações especiais, mas continuariam recebendo a maior parte da produção. E valeria apenas para os poços do pré-sal a serem leiloados, ao contrário da emenda que engloba os poços da camada de pós-sal e os do pré-sal já leiloados. Somando todo o petróleo e gás extraídos das duas camadas, o cálculo é da produção de mais de 90 bilhões de barris.

Segundo Cabral, este acordo, embora longe do ideal, viabilizou a proposta do governo federal na comissão especial da Câmara dos Deputados. Com a apresentação de uma emenda por Ibsen Pinheiro e sua aprovação ontem, os estados e municípios produtores quebrarão, segundo o governador.

– É uma emenda alucinante. O Estado do Rio recebeu, em 2009, em royalties e participações especiais, mais de R$ 4 bilhões e pela nova lei passa a receber R$ 100 milhões. Isso acaba com o estado. No nosso caso, esses recursos vão todos para a previdência pública. Os 5% desses recursos são destinados ao Fundo Estadual de Conservação Ambiental (Fecam) e todos são aplicados no meio ambiente e no saneamento básico, o que vem salvando a Baía de Guanabara e as lagoas e rios do estado. A repercussão da aprovação dessa emenda é de fechar o estado. Esquece Olimpíadas, esquece Copa do Mundo, esquece tudo. Acabou o estado. Não estou de brincadeira, não. Cabo Frio, que recebe R$ 350 milhões/ano, passará a receber R$ 1 milhão, Macaé, onde todo o teatro de operações do petróleo, que recebe R$ 500 milhões, R$ 600 milhões/ano, terá apenas R$ 2 milhões. É uma brincadeira de mau gosto – exaltou-se.

Cabral lembrou que o Estado do Rio já perdeu recursos que hoje somariam R$ 10 bilhões por ano se, na votação da Constituição de 1988, o petróleo, ao lado da energia elétrica, não fossem os únicos produtos que não cobram ICMS na origem.

A aula magna ministrada pelo governador foi uma iniciativa que partiu do reitor da PUC-Rio, padre Jesus Hortal Sánchez. Compuseram a mesa, além de Cabral e do reitor, os secretários estaduais de Educação, Tereza Porto, de Ciência e Tecnologia, Alexandre Cardoso, e de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços, Julio Bueno, o vice-reitor da PUC-RJ, padre Josafá Carlos de Sequeira, e o presidente da mantenedora da PUC-RJ, padre Pedro Magalhães Ferreira.

Pré-sal: Rio dança no ‘roubolation’

Pré-sal: Rio dança no ‘Roubolation’

Câmara aprova redistribuição dos royalties do petróleo e impõe perda de receita ao estado e a 87 prefeituras que deixarão de receber R$ 2,5 bilhões. Parlamentares fluminenses agora têm esperança no Senado e em veto de Lula

POR ANA D’ANGELO

Brasília - O Rio sofreu uma grande derrota no Plenário da Câmara. Por 369 votos a favor, 72 contra e duas abstenções, foi aprovada a emenda ao projeto de distribuição dos royalties do pré-sal, que reduz brutalmente a receita do governo estadual e de 87 prefeituras fluminenses — a perda média é de 96% do que recebem atualmente. A emenda resultará em queda na arrecadação de cerca de R$ 2,5 bilhões. Com a votação, foi concluída a tramitação na Câmara dos projetos do marco regulatório do pré-sal, que vão agora ao Senado.

A esperança do Rio é que a proposta seja modificada pelos senadores. Caso contrário, ainda há o prometido veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Depois disso, só restará apelar ao Poder Judiciário.

>>> INFOGRÁFICO: Confira as perdas dos 87 municípios

As lideranças dos partidos liberaram suas bancadas para votar como quisessem. O deputado Hugo Leal (PSC-RJ) apresentou requerimento para adiar a votação, afirmando que os parlamentares estavam “jogando para a plateia”, pois a emenda é inconstitucional. Mas foi rejeitado. Também não foi acolhido o recurso contra a decisão do presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), de não admitir a emenda por falta de assinaturas suficientes.

Apesar da violação ao regimento, os deputados de fora do Sudeste só queriam saber dos dividendos eleitorais que poderiam alcançar votando a favor. O deputado Carlos Willian (PTC-MG), por exemplo, chegou a declarar, no Plenário, que votava a favor, mesmo sabendo que a emenda seria derrubada mais adiante.

A emenda dos deputados Ibsen Pinheiro (PMDB-RS) e Humberto Souto (PPS-MG) propõe nova distribuição dos royalties, para que todos os municípios do País recebam conforme os critérios dos Fundos de Participação dos Estados e dos Municípios (FPE e FPM), que levam em conta o número de habitantes e a renda per capita. As cidades mais pobres têm direito a uma fatia maior do bolo.

Governador espera que o Senado modifique emenda

O governador Sérgio Cabral afirmou ontem, em Brasília, que espera que o Senado modifique a Emenda Ibsen, que viola acordo fechado com os governadores de estados produtores, que aceitaram alterações por ocasião da votação do substitutivo de Henrique Alves (PMDB-RN) em dezembro passado. Para Cabral, a emenda é uma “violação da ética política e da Constituição”.

De acordo com o destaque, a distribuição dos royalties a todos os municípios inclui as áreas já licitadas, na camada pós-sal, o que desrespeita contratos já assinados. Cabral reuniu-se ontem com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, e pediu o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade para que a emenda não fosse votada. Mas a ministra Ellen Gracie negou a liminar, fato mencionado no Plenário pelo presidente da Casa, Michel Temer (PMDB-SP), para iniciar a votação.

No substitutivo aprovado, os parlamentares contemplaram com 44% dos royalties os entes não produtores, reduzindo a fatia da União de 41% para 20%. O Rio tinha sido prejudicado, ficando com 25% (governo estadual) e 6% (prefeituras) das áreas não licitadas. No que já foi licitado, o Rio ficou com 26,25% (estado) e 18% (prefeituras).

Câmara faz Rio perder R$ 7 bi

Câmara faz Rio perder R$ 7 Bi






Câmara aprova pré-sal que prejudica economia do Rio

Câmara aprova pré-sal que prejudica economia do Rio

Publicada em 11 de março no Blog "Democracia Política e novo Reformismo" de Gilvan Melo.

Por 369 votos a 72, estado deixaria de receber recursos do petróleo. Cabral cobra veto de Lula

Gustavo Paul e Cristiane Jungblut BRASÍLIA

O Rio de Janeiro foi derrotado ontem na votação da chamada emenda Ibsen,que revê a atual distribuição da receita com exploração do petróleo nas áreas já em produção, como a Bacia de Campos, e nas áreas futuras,incluindo o pré-sal. Se for promulgada, deverá representar uma perda deR$ 7,2 bilhões na economia estadual, incluindo aí os recursos destinados ao governo e aos municípios.

O governador Sérgio Cabral advertiu que os R$ 4,9 bilhões que o estado arrecadou de royalties e participações especiais em 2009 serão reduzidos a R$ 100milhões, o que quebrará a economia estadual. Cabral e os parlamentares do Rio apostavam no prometido veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à emenda para evitar o que chamou de deboche. O texto segue ao Senado.
Atenção deputados federais: o governo do Rio recebeu em 2009 em torno de R$ 5 bilhões com participações governamentais.

Se os senhores aprovarem a emenda do deputado Ibsen Pinheiro (PMDB-RS) ele quebra.

Fecha o estado disparou Cabral, no início da tarde, depois de reunir-se com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes. No movimento surrealista, nem Salvador Dalí conseguiria fazer algo tão surrealista como essa emenda. É de uma leviandade constitucional, um desrespeito.

Quatro ausências na bancada fluminense
A emenda foi aprovada por 369 votos a favor, 72 contrários e duas abstenções. Enquanto os 10 deputados da bancada do Espírito Santo compareceram em peso, na do Rio foram registradas quatro ausências,entre as quais a de Rodrigo Maia (DEM). Ainda houve um voto a favor da emenda entre os parlamentares fluminenses: o do deputado Adílson Soares(PR). Antes da votação, o líder do governo, Cândido Vaccarezza (PT-SP),subiu na tribuna e tentou alterar o resultado. Ele advertiu que o texto é inconstitucional e os deputados e prefeitos que estiverem contando com mais recursos ficarão sem nada.

Não se pode comprar terreno na Lua. A emenda é inconstitucional, e o presidente Lula será obrigado a vetá-la. Não tomem como ameaça, mas como informação. É incorreto fazer uma disputa contra o Rio de Janeiro disse Vaccarezza, em meio a vaias de deputados.

Os 90 municípios que recebem esses recursos,entre eles Campos, Macaé e Cabo Frio, que levam R$ 2,6 bilhões,passarão a reter apenas R$ 145 milhões. Além disso, Cabral argumentou que o governo federal não teria mais como contar com os recursos do petróleo como garantia ao pagamento da antecipação de receita acordada com a União na gestão da ex-governadora Rosinha Garotinho.

Cabral abandonou a discrição assumida nas últimas semanas. O governador havia sido advertido por aliados políticos a não elevar o tom, sob risco de atrair mais resistência aos interesses do Rio. Para o governo, em novembro passado, ao dizer que os deputados queriam roubar o Rio, o governador deu combustível à emenda Ibsen. Ontem, Cabral disse que a emenda era uma barbaridade e um equívoco, que ainda poderia ser recuperado.

É uma emenda sem pé nem cabeça, que desrespeita e viola um acordo político e a Constituição. Ela é um deboche! Na defesa de sua emenda, o deputado Ibsen Pinheiro admite que o Rio terá perdas,mas disse que ele estava fazendo justiça federativa: Dois estados perdem e um deles significativamente.

Infelizmente, porque é uma receita injusta que não tem fundamento jurídico, nem político, nem constitucional.

Ontem, a base governista procurou costurar uma emenda alternativa, que iria preservar a receita atual de petróleo do Rio, mas colocava em risco a renda com o pré-sal. Sem consenso entre os parlamentares fluminenses e dos demais estados, o texto acabou abandonado, irritando o líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN), relator do projeto da partilha.

Isso virou uma esculhambação geral. Os radicais se uniram. O Rio disseque vai votar na emenda Ibsen (porque o Lula vai vetar) disse Henrique,brincando. Até eu vou votar...

Prefiro a emenda Ibsen e confiar no veto do presidente Lula disse o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Briga agora será no Senado e no Judiciário

O veto presidencial é uma das três alternativas sobre as quais se agarram o governo estadual, os prefeitos e os deputados. Segundo o coordenador da bancada fluminense, deputado Hugo Leal (PSC), a próxima etapa do esforço para manter a receita do Rio será feita no Senado. Se não for bem sucedido, o front será o Judiciário.

Preparando esse caminho jurídico, o governo do Rio e a prefeita de Campos, Rosinha Garotinho,presidente da Organização dos Municípios Produtores de Petróleo(Ompetro), estiveram ontem no Supremo, ao lado de outros prefeitos de cidades produtoras. Foi feito um apelo a Gilmar para que seja votada no plenário do Supremo o mérito de uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin), apresentada pelo deputado Geraldo Pudim(PR-RJ), que pede o fim da tramitação da emenda Ibsen. A liminar dessa Adin foi negada em dezembro pela ministra Ellen Gracie, mas o mérito será apreciado pelos demais ministros.

Viemos fazer um apelo ao ministro. Não se pode distribuir (para outros estados) o que não é da União. Esses recursos já fazem parte da receita corrente do estado e dos municípios disse Rosinha.

A emenda Ibsen propõe que sejam somadas as rendas com royalties e participação especial e descontada aparte da União. Isso inclui recursos já auferidos nas áreas em produção como a Bacia de Campos, a maior do país e nas áreas futuras, incluindo o pré-sal. O que sobrar é dividido meio a meio: 50% ficam com os 26estados e o Distrito Federal, e 50% destinam-se aos mais de 5.500municípios.

A votação da emenda encerra a tramitação na Câmara dos quatro projetos do marco regulatório do pré-sal. Ela foi incluída na proposta que estabelece o modelo de partilha de produção no pré-sal.Três projetos já foram aprovados pelos deputados enviados ao Senado: o que cria o Fundo Social com recursos do pré-sal, o que permite a capitalização da Petrobras e o que cria a estatal Petro-Sal. O governo quer aprovar os quatro até o fim deste semestre.

Rio amarga derrota no pré-sal


Rio amarga derrota no pré-sal